Hamadoun Toure defende actual modelo de gestão da Internet
Janeiro 15, 2007 — Hugo Sousa
Hamadoun Toure, diz que não se justifica mudar a gestão da Internet. Hamadoun Toure é o novo líder da ITU (International Telecommunications Union), e como novo líder diz que não existe nenhuma justificação para mudar a actual gestão da Internet.
«Não tenho a intenção de assumir a gestão da Internet. Não penso que seja um objectivo deste mandato da ITU e enquanto secretário-geral, vou continuar a contribuir para o debate sobre a gestão da Internet e a providenciar o suporte técnico», referiu Hamadoun Toure em declarações à Reuters. Durante o novo mandato, o secretário-geral da ITU pretende apostar mais na segurança, e em diminuir a “diferença digital” entre países ricos e países pobre.
Na actualidade a gestão da Internet é fortemente dominada e gerida pela empresa norte-americana ICANN, uma empresa sem fins lucrativos, que se situa na Califórnia. Hamadoun Toure diz que mais vale continuar a ser gerida pela ICANN do que por uma superstrutura que seja pouco eficaz para fazer a gestão da mesma.
“Devemos trabalhar juntos, cada um desempenha o seu papel. Devemos unir esforços para a cooperação e evitar o estabelecimento de uma superstrutura, a qual poderia vir a ser bastante controversa, dificultando nosso trabalho”. Palavras de Hamadoun Toure.
Tais declarações foram feitas no início do seu mandato, e pode ser uma defesa pelo papel que a ITU tem actualmente na Internet. Também se pode concluir que deste modo Hamadoun Toure não entra na “guerra” de potenciais aliados contra o predomínio que os EUA têm exercido na Internet.
Alguns críticos dizem que o governo norte-americano tem demasiado controlo sobre a Icann, não sei porquê mas este controle dos americanos sobre a ICANN não me surpreende!!!
Fizeram um estudo para saber qual a importância de ter um computador em casa nos dias de hoje, o resultado desse estudo, revela que os entrevistados não conseguem ficar sem a “paixao” do computador, e que o seu papel é muito idêntico ao papel que a televisão tinha há alguns anos atrás, eu chamo-lhes de computodependestes.





