Software copia Amazon e ITunes para pesquisa Científica

Pesquisadores no Reino Unido estão a desenvolver um programa que copia a forma como sites de comércio electrónico como Amazon e iTunes funcionam para facilitar estudos científicos. A informação é do site da revista britânica de divulgação científica “New Scientist”.

A idéia é criar elos entre estudos científicos automaticamente, do mesmo modo que essas lojas on-line fazem recomendações de produtos a consumidores. “Esses sites têm serviços que dizem, ’se comprou isso, pode estar interessado naquilo’”, disse à revista Henry Rzepa, químico do Imperial College de Londres que criou o novo software para cientistas. “Fomos inspirados por esse modelo.”

Os sites de venda usam os hábitos dos consumidores para gerar recomendações. O software do Rzepa usa um método um pouquinho diferente para criar listas de artigos científicos relacionados para acompanhar os citados pelo autor. Ele trabalhou com o pesquisador Omer Casher, da companhia farmacêutica GlaxoSmithKline, também no Reino Unido, para criar o SemanticEye (”olho semântico”, em português).

O site foi projectado para analisar artigos técnicos sobre química. A primeira versão rastreia um artigo em busca de compostos químicos conhecidos e usa padrões simples de relações entre esses compostos para recomendar estudos que podem ser adicionados à sua base de dados.

Para o futuro, os criadores do software pretendem expandi-lo para também incorporar reacções químicas. E eles argumentam que o mesmo sistema poderia ser adaptado a outras áreas da ciência.

“Pode ser usado para sugerir artigos similares aos que está a ver, um pouco como o iTunes faz com música”, explica Rzepa.

O pesquisador também está a testar um modo de adicionar automaticamente informações extraídas de periódicos científicos em páginas da web. Por exemplo, uma página relativa a um composto em particular seria automaticamente actualizada com os últimos estudos relevantes adicionados ao SemanticEye.

O programa é um exemplo de “web semântica”: um esforço para permitir que máquinas processem documentos electrónicos de acordo com seu significado. “Como os computadores não ficam entediados e podem trabalhar muito mais rápido, eles podem resgatar os humanos da sobrecarga de informação”, diz Rzepa, enfatizando que o progresso científico também se deve acelerar com o aumento de sofisticação dos processos automatizados.

F. G1

Grato a Luiz Eudes

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