Robô que sua vence concurso de vida artificial

“Alexitimia”, termo que significa a incapacidade de expressar emoções, é o nome de um robô criado pela argentina Paula Gaetano Adi, que venceu o concurso internacional Vida 9.0.

“Alexitimia” significa a incapacidade de verbalizar as emoções mas é também o nome de um robô, desenvolvido pela argentina Paula Gaetano Adi, que interage com o público, suando.

Em forma de semi-esfera flexível, o invento, distante da imagem convencional de um robô, venceu o primeiro prémio (no valor de 10.000 euros) na oitava edição do Vida 9.0, concurso de vida artificial patrocinado pela Fundação Telefónica.


Este robô convida à contemplação. Camaleónico, combina a rudeza com a sensualidade.
Contudo, não foi pela sua estética que se distinguiu. O “Alexitimia” convida o espectador a usar o tacto para descobrir de que material é feito.

A sua resposta traduz-se num fenómeno anatómico do corpo humano: o suor. A ideia simbólica é que este sintetize a humidade típica da natureza com a ’secura’ das novas tecnologias.
O humor e a ironia que a criadora colocou nesta peça – parecida com uma escultura minimalista, que atrai o espectador para logo o repelir – foi um dos motivos que levaram o júri a distingui-la.

Imagens do segundo e terceiro classificados

No pódio do certame, que premeia obras artísticas que explorem o conceito de vida artificial, ficaram também “Waves”, do espanhol Daniel Palacios, e EX-DD-06, de Shih Chieh Huang, no segundo e terceiro lugar, respectivamente.

O segundo classificado (valeu ao seu criador um prémio monetário de 7.000 euros) é um visualizador autónomo da vida humana, que propõe “tornar visível aquilo que é invisível”.
Na prática, é uma instalação constituída por uma longa corda elástica e por dois motores, que reage à presença humana.

Já Shih Chieh Huang (Estados Unidos/Taiwan) recebeu 3.000 euros por EX-DD-06, um espaço interactivo feito de objectos inanimados – medusas electrónicas, translúcidas e luminosas – construídos a partir de materiais sintéticos.

Segundo a organização, a taxa de participação aumentou 55 por cento em relação ao ano anterior, tendo o certame recebido um total de 107 propostas, vindas de 24 países.
Para além dos vencedores, foram atribuídas menções honrosas a outras sete obras, provenientes do Japão, Suíça, Holanda, Suécia, Espanha, Reino Unido, Argentina, Canadá e Estados Unidos.

F. Ciberia

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